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Item type:Item, Estudo do efeito antitumoral do peptídeo E12f derivado do fator de transcrição BRN2 em diferentes linhagens de melanoma humano(Universidade de Mogi das Cruzes, 2025-02-27) Sant’ana, Agnes Kobayashi Calvo de; Arruda, Denise CostaO melanoma se origina a partir da transformação maligna de melanócitos, células localizadas na camada basal da epiderme responsáveis pela produção de melanina. Este tipo de câncer de pele é considerado o mais agressivo devido ao seu alto potencial metastático. As principais mutações associadas ao melanoma envolvem os genes B-RAF e N-RAS que levam a ativação constitutiva da via MAPK e, consequentemente à desregulação dos mecanismos de proliferação, morte celular, migração e invasão. O fator de transcrição BRN2 é superexpresso no melanoma favorecendo a progressão tumoral. Assim, compostos capazes modular a atividade de BRN2 e consequentemente controlar a expressão de proteínas reguladas por este fator de transcrição, apresentam potencial terapêutico para o tratamento do melanoma. Este trabalho teve como objetivo investigar o efeito do peptídeo E12F em linhagens de melanoma humano, avaliando seu impacto na proliferação celular, formação de colônias, migração, invasão e modulação de proteínas associadas à via MAPK e ao BRN2. Foram utilizadas as linhagens SK-MEL-25, A-375 (mutação B RAFV600E) e SK-MEL-147 (mutação N-RASQ61R). Na linhagem SK-MEL-25, o peptídeo E12F inibiu a formação de colônias, reduziu a migração e a invasão celular, além de diminuir a fosforilação de ERK e aumentar a expressão de MITF e CDH13. Em células A-375, o peptídeo reduziu a proliferação a partir de 48 h, inibiu a formação de colônias, diminuiu a ativação de ERK e aumentou a expressão de MITF, sem alterar os níveis de CDH13. Já na linhagem SK-MEL-147, o peptídeo induziu um efeito paradoxal na via MAPK, sem impactos significativos na proliferação, migração ou invasão. Esses resultados sugerem que o mecanismo de ação do peptídeo E12F está relacionada à modulação da via MAPK e sua interação com proteínas como MITF e CDH13, variando conforme o contexto genético das células. Além disso, ao combinar o peptídeo com vemurafenibe e sorafenibe foi observado um efeito sinérgico nas linhagens SK-MEL-25 e A-375. O peptídeo mostrou potencial terapêutico, destacando-se como uma molécula promissora para o desenvolvimento de novas estratégias no tratamento do melanoma.