Dissertações
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Item type:Item, Avaliação da qualidade de vida de pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica em um centro de especialidades do Município de Mogi das Cruzes(Universidade de Mogi das Cruzes, 2025-08-08) Santos, Gabriel Domingues do; Judice, Wagner Alves de SouzaIntrodução: A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição respiratória progressiva e debilitante, com alta prevalência e impacto significativo na qualidade de vida (QV) dos pacientes. A limitação funcional, sintomas respiratórios e comorbidades associadas comprometem tanto a capacidade física quanto o bem-estar emocional. Avaliar a QV em pacientes com DPOC é essencial para guiar intervenções clínicas e melhorar o manejo da doença. Objetivo: Avaliar a QV de pacientes com DPOC acompanhados no Ambulatório de Especialidades da Universidade de Mogi das Cruzes. Metodologia: A pesquisa foi realizada com 40 pacientes, com idades entre 55 e 84 anos, e seguiu uma abordagem quantitativa e observacional. Utilizou-se o Saint George's Respiratory Questionnaire (SGRQ), um instrumento validado para a avaliação da qualidade de vida em DPOC, e um questionário sócioeconômico-demográfico para coletar dados sobre características como sexo, idade, etnia, escolaridade e renda. Além disso, foram analisadas variáveis clínicas e funcionais, como o tempo de diagnóstico da DPOC, histórico tabágico, comorbidades (hipertensão arterial, diabetes mellitus, ansiedade, etc.), e os valores espirométricos (VEF1 e VEF1%). A análise dos dados foi feita por meio de estatísticas descritivas e testes de comparação (teste t de Student e ANOVA). Resultados: Os resultados mostraram que a maioria dos pacientes (52,5%) foi diagnosticada com DPOC entre 1 e 5 anos, com 65% da amostra sendo composta por pacientes com mais de 65 anos. A média de idade foi de 68,4±7,46 anos. Em relação ao hábito tabágico, 55% dos participantes haviam parado de fumar, enquanto 37,5% ainda eram fumantes. As comorbidades mais prevalentes foram hipertensão arterial (50%), diabetes mellitus (25%) e doenças cardíacas (7,5%). Quanto à função pulmonar, a média do VEF1 foi de 1,17±0,6 L, com valores variando de 0,41 L a 2,83 L. O VEF1% médio foi de 45,8±19,8%, com variação entre 17% a 108%, indicando uma ampla gama de comprometimento funcional. A distribuição da gravidade da DPOC mostrou que 50% dos pacientes estavam em estágio grave, 22,5% em estágio moderado, 17,5% em estágio muito grave e 10% em estágio leve. No que diz respeito aos escores de qualidade de vida, o domínio Sintomas apresentou um escore médio de 47,03 ± 19,58, o domínio Atividade teve um escore médio de 62,00 ± 22,79, e o domínio Impacto apresentou um escore médio de 33,56 ± 21,34. O escore total médio foi de 44,41 ± 19,26, com valores variando de 4,86 a 91,02. A análise revelou que pacientes com sintomas mais graves apresentaram escores significativamente mais altos nos domínios de Sintomas (72,6 ± 9,64), Atividade (73,13 ± 27,71) e Impacto (96,25 ± 5,3), com p < 0,0001 em todas as comparações. Conclusão: Esses dados indicam que, apesar da variabilidade clínica, a gravidade da doença e as comorbidades tiveram um impacto substancial na qualidade de vida dos pacientes com DPOC. A pesquisa sugere a importância de estratégias de reabilitação pulmonar e apoio psicossocial para mitigar os efeitos adversos da doença sobre a qualidade de vida.Item type:Item, Qualidade de vida, autoestima e autoimagem alteram-se com procedimentos estéticos?(Universidade de Mogi das Cruzes, 2025-02-07) Chiasso, Fernanda Aparecida Ferreira; Campos, Marina Reis de MouraAs emoções ditam a forma como percebemos nossa aparência e influem nas oscilações de percepção quanto a qualidade de vida, autoestima e autoimagem. As redes sociais têm interferido cada vez mais nos padrões de beleza, o que tem levado muitas pessoas a se sentirem insatisfeitas com sua aparência e buscarem por procedimentos estéticos minimamente invasivos como toxina botulínica e preenchimentos dérmicos. Diante disso, objetivou-se investigar a influência exercida pela percepção da qualidade de vida, autoestima e autoimagem na busca por esses procedimentos. Para isso, utilizou-se os questionários WHOQOL-BREF, Escala de Autoestima de Rosenberg e questões sobre autoimagem em dois grupos de pessoas divididos de acordo com o procedimento buscado, um grupo buscando preenchimento dérmico e o outro, toxina botulínica. Os resultados obtidos mostram que o grupo que recebeu preenchedor de ácido de hialurônico apresentou redução da percepção de qualidade de vida influenciada pela autoestima e autoimagem, enquanto que no grupo que recebeu toxina botulínica, notou-se elevação nessa percepção também influenciada pelos mesmos fatores, autoestima e autoimagem. Conclui-se que há percepções diferentes entre os grupos em relação a qualidade de vida, autoestima e autoimagem, e que as respostas aos procedimentos estéticos podem variar de acordo com o tipo de aplicação que é realizada. Visto que a autocompaixão pode ser treinada e subjuga a autoestima, foi desenvolvido um guia de autocompaixão a fim de propiciar orientações sobre a prática de gentileza e acalento consigo mesmo, além de informar sobre as influências de redes sociais e expectativas realistas. A autoestima é capaz de ser melhorada sob a interferência da autocompaixão.
