Dissertações
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Item type:Item, Efeito das variáveis ambientais sobre as comunidades de poneromorfas (hymenoptera: formicidae) em áreas de eucalipto(Universidade de Mogi das Cruzes, 2024) Nagatani, CauêEucalyptus saligna é amplamente encontrado em florestas tropicais devido ao seu rápido crescimento e a sua utilização na produção de papel e madeira compensada. No entanto, os cultivos comerciais de eucalipto, de uma maneira geral, levam à simplificação das comunidades de animais e vegetais nos ecossistemas nativos. Apesar disso, em paisagens fragmentadas, as plantações de eucalipto também podem desempenhar um papel na conservação da biodiversidade, fornecendo refúgio para espécies nativas de fauna e flora. Os invertebrados desempenham funções essenciais nos processos ecológicos e podem servir como indicadores de distúrbios ambientais em monoculturas. A comunidade de Poneromorfas representa cerca de 25% da diversidade local de Formicidae em ambientes tropicais, sendo consideradas predadoras por excelência, mas generalistas por convergência e importantes dispersoras de frutos. A imensa diversidade morfológica, comportamental e ecológica, faz do grupo um bom modelo de estudos. Analisamos as comunidades de Poneromorfas em áreas de eucalipto com diferentes idades de plantio. Selecionamos aleatoriamente 20 sítios situados nos municípios de Mogi das Cruzes, Bertioga e Salesópolis, subdivididos em cinco áreas para cada tipo de floresta (FOD - Floresta Ombrófila Densa; E1 eucalipto no primeiro ciclo de corte; E2 eucalipto no quarto ciclo de corte e E3 - eucalipto com aproximadamente 28 anos sem manejo). As variáveis bióticas, cobertura arbórea e abundância de invertebrados, foram analisadas; também coletamos as variáveis abióticas, argila, areia grossa e fina, pH da serapilheira, umidade relativa do solo e temperatura do solo. Registramos um total de 14 espécies e morfoespécies de Poneromorfas, 8 gêneros e 3 subfamílias. As Ponerinae foram as mais bem representadas. As plantações de eucalipto com manejo (E2.1) = 28 anos foram as menos ricas e diversas, e também os mais similares em relação às comunidades. Os resultados mostram que a comunidade de Poneromorfas na Floresta Ombrófila Densa e em plantações de eucalipto sem manejo (E3.1) = 28 anos é mais rica quando comparada às demais. Sugerimos que as variáveis ambientais influenciam as Poneromorfas, e que nossos resultados estão relacionados à presença de locais com maior disponibilidade de alimento e sítios de nidificação. Florestas diferentes apresentam composição abiótica e biótica também diferentes; e heterogeneidade e complexidade do ambiente atreladas à qualidade de recursos, são características importantes para a estruturação das comunidades de Poneromorfas.Item type:Item, Efeito da heterogeneidade espacial em multiescala na diversidade de formigas em áreas de eucalipto(Universidade de Mogi das Cruzes, 2023) Silva, Nicole Nascimento daAs modificações nas paisagens causadas pelo aumento das áreas destinadas as plantações de eucalipto, onde antes eram floresta nativa, podem impactar a biodiversidade, estabelecendo filtros ambientais que podem favorecer espécies distúrbio-tolerantes e, consequentemente, homogeneizar as comunidades biológicas. As formigas são bioindicadoras ambientais frequentemente utilizadas em estudos de áreas antropizadas. A resposta biológica às consequências das alterações no ambiente, sofre influência da extensão espacial em que é analisada e existem conclusões divergentes acerca da melhor escala para as comunidades de formigas. Analisar em multiescala espacial a influência da heterogeneidade da paisagem das áreas de eucalipto com diferentes idades de plantio sobre a diversidade de formigas. As formigas foram amostradas em 9 paisagens heterogêneas espacialmente de plantações de eucalipto na Mata Atlântica em São Paulo, Brasil. A relação entre a diversidade taxonômica (α e β) com a diversidade da paisagem (Índice de Diversidade de Shannon) e a cobertura florestal (%) foi analisada em 4 escalas espaciais (250m, 500m, 750m e 1000m). A riqueza de espécies respondeu positivamente para o aumento de heterogeneidade da paisagem e negativamente para o aumento da cobertura florestal. Em ambos os casos a escala de efeito foi em 1000m. A diversidade beta total (βsor) apresentou resposta negativa ao aumento da diversidade da paisagem e não sofreu influência da cobertura florestal. A escala de efeito também foi 1000m. As áreas de plantio recente de eucalipto manejado influenciaram a diversidade α e β positivamente. Nossos resultados indicam que a diversidade da paisagem e a cobertura florestal são importantes preditores das métricas de diversidade biológica, principalmente a riqueza de espécies de formigas. Aumentar a heterogeneidade da paisagem e preservar os fragmentos de Mata Atlântica adjacentes, podem diminuir os impactos do eucalipto na biodiversidade. Além disso, como a diversidade de formigas respondeu de formas distintas às métricas de estrutura da paisagem em multiescala espacial, salientamos a importância de utilizar essa abordagem para que o planejamento da paisagem seja efetivo.Item type:Item, Imaturos de Formigas (Hymenoptera: Formicidae): panorama histórico e estudo taxonômico de três espécies de megalomyrmex forel, 1885(Universidade de Mogi das Cruzes, 2023) Magalhães, Fabrício SeveroAs formigas são os insetos eussociais que apresentam maior riqueza de espécies, dominando os ecossistemas terrestres. Apesar de amplamente estudadas em comparação à maioria das famílias de insetos, o conhecimento sobre as formigas apresenta lacunas em termos de sua distribuição, biologia e taxonomia. Este é o caso também dos imaturos, que foram pouco explorados nos trabalhos taxonômicos, em comparação aos adultos. Sabendo dessa lacuna, primeiramente conduzimos um levantamento do histórico do conhecimento sobre a taxonomia de imaturos de formigas para entender os desafios e oportunidades e, assim, fornecer direcionamento para a realização de estudos na área. Realizamos a compilação de trabalhos sobre taxonomia de imaturos de formigas publicados até o ano de 2022 através do An Online Catalog of the Ants of the World. Foram levantadas informações sobre o histórico taxonômico e distribuição das espécies. A partir da compilação e análise desses dados, um catálogo dos imaturos de formigas é disponibilizado neste trabalho junto com uma avaliação do estado de conhecimento. Foram contabilizados 15.635 registros de espécies e subespécies válidas de formigas, das quais 4,81% apresentaram descrições formais de pelo menos um estágio imaturo. Nossos dados demonstraram que grande parte do conhecimento a respeito de imaturos de formigas é oriundo dos trabalhos publicados por George Carlos e Jeanette Wheeler, e que, no geral, as publicações encontradas carecem de informações como o ínstar descrito, técnica aplicada e instituição depositária. Além de fornecer uma perspectiva do conhecimento dos imaturos de formigas, também conduzimos um estudo taxonômico das larvas de último ínstar de três espécies de Megalomyrmex Forel, 1885. Com 45 espécies válidas, distribuídas ao longo da Região Neotropical, as espécies do gênero exibem grande diversidade morfológica e uma variedade de comportamentos de nidificação, dieta e estratégias reprodutivas, com espécies de vida livre e parasitas sociais. Apesar de amplamente estudadas, o conhecimento sobre os imaturos do gênero, assim como nos demais táxons de formigas, permanece incipiente. Somente a larva de uma única espécie foi reportada até o momento, Megalomyrmex symmetochus Wheeler, 1925. Apresentamos pela primeira vez a descrição formal de larvas de último ínstar para três espécies de Megalomyrmex, sendo elas: Megalomyrmex ayri Brandão, 1990, Megalomyrmex goeldii Forel, 1912 e Megalomyrmex wallacei Mann, 1916. O estudo das larvas foi realizado usando imagens, ilustrações e lâminas preparadas com o exoesqueleto de larvas do último ínstar, visto que apresentam os últimos caracteres morfológicos antes do indivíduo empupar. Foram observadas diferenças morfológicas na presença e distribuição de setas, no clípeo e nas sensilas das larvas das três espécies avaliadas.
