Pós-Graduação Stricto Sensu UMC

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    Proposta de protocolo de práticas corporais como ação na redução de danos em usuários de drogas
    (Universidade de Mogi das Cruzes, 2025-08-22) Precioso, Sunamita Domingos Neves; Mello, Tatiana Ribeiro de Campos
    Esta dissertação teve como objetivo analisar a aplicação de práticas corporais como estratégia de redução de danos em usuários de substâncias psicoativas. Para isso, foi realizada uma revisão sistemática da literatura, com base em 21 estudos qualitativos publicados entre 2003 e 2024, conforme as diretrizes do PRISMA 2020. Os resultados indicaram que práticas como caminhada, alongamento, dança, ioga e meditação contribuem significativamente para a melhora da saúde física, emocional e social dos usuários. A partir desses achados, foi desenvolvido um protocolo de práticas corporais estruturado segundo o modelo de Frequência, Intensidade, Tempo e Tipo (FITT), voltado para aplicação em comunidades terapêuticas. O protocolo contempla atividades de baixo custo e fácil execução por profissionais de Educação Física, além de instrumentos validados para avaliação pré e pós-intervenção, como o WHOQOL-BREF, DASS-21, a Escala de Humor de Brunel (BRUMS), Escala de Percepção Subjetiva de Esforço de Borg, a Escala de Valência Afetiva (Feeling Scale) e ficha de anamnese. Como desdobramento, elaborou-se uma cartilha técnica que apresenta o protocolo de forma didática, visando orientar sua aplicação prática nos serviços de saúde mental. Conclui se que as práticas corporais se configuram como ferramentas eficazes, acessíveis e promotoras de cuidado integral no contexto da redução de danos, com potencial de fortalecimento das políticas públicas de atenção psicossocial.
  • Item type:Item,
    Iniquidades em saúde no município de Mogi das Cruzes
    (Universidade de Mogi das Cruzes, 2025-09-24) Pinheiro, Eligiane Pena; Mello, Tatiana Ribeiro de Campos
    A saúde é reconhecida como um direito humano fundamental, essencial para que os indivíduos possam participar plenamente da sociedade, e no Brasil está assegurada pela Constituição Federal de 1988 como direito de todos e dever do Estado. No entanto, persistem profundas desigualdades no acesso aos serviços de saúde, derivadas de condições socioeconômicas e estruturais que configuram iniquidades e impactam diretamente os indicadores básicos de saúde. Nesse cenário, este estudo teve como objetivo descrever e analisar indicadores de saúde do município de Mogi das Cruzes, buscando identificar desigualdades e relacioná-las às metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS-3). Trata-se de um estudo ecológico e descritivo, no qual os bairros do município (N=107) foram as unidades de análise, tendo como foco mortalidade materna, mortalidade infantil, gravidez na adolescência e cobertura da atenção primária, escolhidos por serem indicadores sensíveis às desigualdades e refletirem o acesso aos serviços de saúde. Os dados secundários foram obtidos junto à Vigilância Epidemiológica Municipal e aos sistemas de informação em saúde do Ministério da Saúde, enquanto as estimativas populacionais foram extraídas de dados abertos do município referentes ao ano de 2020. A análise compreendeu três etapas: organização e padronização dos dados; sistematização em planilhas Microsoft Excel®, com cálculo dos coeficientes e integração em uma Matriz de Indicadores; e análise espacial no software QGIS® (versão 3.44), com elaboração de mapas temáticos para identificação de áreas de maior vulnerabilidade. Os resultados revelaram importantes desigualdades territoriais. Em 2023, o coeficiente de mortalidade materna (CMM) atingiu 231,97 por 100 mil nascidos vivos, muito acima da meta nacional (<30/100 mil) e global (<70/100 mil). O coeficiente de mortalidade infantil (CMI) variou de 10,19 a 15,51 por mil nascidos vivos entre 2020 e 2023, com concentração de óbitos em determinados bairros, alguns chegando a três vezes o valor da meta nacional, enquanto outros não registraram ocorrências. A gravidez na adolescência também evidenciou disparidades: em 18,8% dos bairros, o coeficiente superou 20 partos de mães menores de 20 anos por 100 nascidos vivos, contrastando com bairros sem registros. A cobertura da atenção primária mostrou contrastes, com distritos próximos à cobertura plena (>80%) e outros com apenas 32%, coincidindo os piores índices de saúde com as áreas de menor cobertura. Como limitação, destaca-se o uso de dados secundários, que, embora oficiais, podem sofrer com inconsistências ou subnotificações, exigindo cautela na interpretação. Ainda assim, o estudo evidenciou iniquidades intraurbanas muitas vezes ocultas em médias municipais, contribuindo para subsidiar políticas públicas orientadas pela justiça social e pelo princípio de não deixar ninguém para trás. A principal contribuição consiste em reforçar a centralidade da Atenção Primária à Saúde como estratégia para a efetivação dos princípios do SUS e para o alcance das metas dos ODS, indicando a necessidade de estudos futuros que incorporem determinantes sociais, econômicos, culturais e ambientais para ampliar a compreensão dos contextos locais.