Pós-Graduação Stricto Sensu em Biotecnologia

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  • Item type:Item,
    Sistemática de Grewioideae Dippel. (Malvaceae) para o Espírito Santo (ES), Brasil
    (Universidade de Mogi das Cruzes, 2024) Oliveira, Gustavo Inácio de
    Malvaceae Juss. é distribuída predominantemente na Região Pantropical e 81 gêneros e 873 espécies ocorrem no Brasil. A família possui como sinapomorfia o nectário floral formado por tricomas glandulares posicionados na base interior dos cálices, nas pétalas e/ou no androginóforo. Os gêneros e espécies da família encontram-se distribuídos em 9 subfamílias, das quais Grewioideae engloba cerca 700 espécies dentro de 25 gêneros, com distribuição pantropical, sendo que as espécies inseridas atualmente em Grewioideae eram tradicionalmente circunscritas em Tiliaceae Juss. No Brasil ocorrem 9 gêneros e 61 espécies, com ampla distribuição pelo país e apresentando 15 espécies endêmicas. Este estudo visa identificar e descrever quais espécies ocorrem no Espírito Santo, bem como entender seu padrão de distribuição (NDM) e avaliá-las quanto seu grau de ameaça. Foram realizadas visitas a 12 herbários para encontrar um maior número de espécimes coletados no Espírito Santo, correções de identificações e aprimoramento dos conhecimentos sobre as espécies de Grewioideae. As coletas foram realizadas em 9 Unidades de Conservação, de jurisdição municipal, estadual, federal e privada. Para elaboração dos mapas de distribuição geográfica e quadrículas para as análises de endemismo, foi utilizado o QGIS 3.26. Para as análises de endemismo foi utilizado o software VNDM/NDM e para a avaliação do grau de ameaça das espécies, foi utilizado a plataforma GeoCat e os critérios da IUCN. Como resultados, foram encontradas e descritas 16 espécies de Grewioideae para o Espírito Santo, sendo elas: Apeiba tibourbou, Corchorus hirtus, Heliocarpus americanus, Hydrogaster trinervis, Luehea candicans, L. candida, L. conwentzii, L. divaricata, L. grandiflora, L. ochrophylla, L. paniculata, Triumfetta althaeoides, T. longicoma, T. obscura, T. rhomboidea e T. semitriloba, sendo T. althaeoides e T. longicoma novas ocorrências para o estado, além da sinonimização proposta de H. popayanensis em H. americanus. Os principais caracteres dos táxons utilizados para distinção das espécies foram as flores, sendo tamanho, peças florais, formato de ovário, organização de estames e estaminódios, e frutos, como tipo de fruto, número de suturas e tipo de sementes. Apenas 11 espécies foram utilizadas nas análises de endemismo e foram avaliadas quanto ao seu grau de ameaça regional, devido as demais espécies serem exóticas ao Estado. Para as análises de endemismo foram geradas 5 áreas: três áreas de endemismo e duas de consenso, sendo L. candicans e T. althaeoides as espécies mais significativas para todas as áreas encontradas. Dentre as avaliações de grau de ameaça, destacam-se as espécies: L. conwentzii, L. paniculata e T. longicoma que foram regionalmente avaliadas como criticamente ameaçadas. Sendo assim, os dados obtidos oferecem excelente base para estudos biotecnológicos, já que diversas espécies descritas possuem diversos potenciais econômicos.
  • Item type:Item,
    Sistemática do clado pachira amazônico (bombacoideae, malvaceae) com ênfase nas espécies brasileiras
    (Universidade de Mogi das Cruzes, 2023) Yoshikawa, Vania Nobuko
    Pachira possui cerca de 50 espécies e seu centro de distribuição se estende desde o sul da América do Norte até a América do Sul. Quanto à sua filogenia, o Clado Pachira Amazônico pertence ao clado Pachira sensu lato, emergindo como grupo-irmão dos clados Pachira Extra-Amazônico e Eriotheca. Assim, este trabalho objetiva investigar as relações filogenéticas do Clado Pachira Amazônico, uma vez que nenhum estudo focou em Pachira; e averiguar o posicionamento do Clado Pachira Extra-Amazônico. Para o estudo molecular, foram empregados três marcadores moleculares: ETS e ITS (nucleares) e trnS-trnG (plastidial). As filogenias foram geradas nos critérios de Máxima Verossimilhança e Inferência Bayesiana. Para encontrar sinapomorfias morfológicas para os clados gerados, foi realizada a análise de transição de caracteres ancestrais e para entender os processos de dispersão e evolução do grupo, foi realizada a análise de reconstrução de áreas/biomas ancestrais através da metodologia de BioGeoBEARS. Para o estudo taxonômico, foram visitados/consultados 40 herbários. Os mapas gerados para o estudo taxonômico e biogeográfico foram feitos no software QGIS e a avaliação do grau de ameaça das espécies seguiu os parâmetros da IUCN. Para o estudo biogeográfico, foram realizadas as análises de endemismo no software VNDM e com os Elementos Bióticos, com base em mapas gerados com quadrículas de 1º, 2º e 3º. Como resultados, os gêneros que compõe Pachira s.l. não são monofiléticos. O clado Pachira Amazônico se manteve monofilético, sendo caracterizado pela parte livre de estames bicolor (aqui denominado de P. subg. Bicolor), enquanto nas demais espécies de Bombacoideae os estames são monocolores. Os subgêneros de Eriotheca são monofiléticos, mas o gênero não. Assim, foi proposta uma nova classificação para o clado Pachira s.l., no qual o gênero Eriotheca passa a ser sinônimo, tendo todas as suas espécies transferidas para o gênero Pachira. No total, foram confirmadas 33 espécies de Pachira subg. Bicolor e foram feitas seis sinonimizações e designação de um epítipo para P. patinoi. Quanto às análises biogeográficas, foram encontradas de 1 - 3 áreas de endemismo. Os resultados aqui encontrados corroboram parcialmente com a delimitação das províncias Imerí e Guiana feita por Morrone. Sugere-se que a hipótese de paleogeografia possa ter ocorrido durante a evolução de P. subg. Bicolor uma vez que as espécies tiveram ancestralidade em áreas de terra firme, mas grande parte dos grupos contemporâneos ocorre em ambientes sujeitos a inundações, periódicas ou permanentes. Por fim, o surgimento do Cerrado pode ter sido uma barreira geográfica a conduzir a evolução de Pachira subg. Bicolor, bem como os eventos de inundações na Amazônia. Com isso, foram feitas ilustrações em pranchas para todos os 33 táxons, e foram gerados mapas de distribuição. Nas categorias de ameaça, foram classificadas 20 na categoria LC, uma na categoria NT, seis em EN e cinco em CR. Além disso, todas as áreas de endemismo encontradas abrangem pelo menos três países, dificultado as políticas públicas para a conservação de espécies, principalmente no que se refere às espécies já classificadas como ameaçadas (P. mawarinumae, P. obovata e P. pseudofaroensis).
  • Item type:Item,
    Obtenção e caracterização de extratos das espécies de Sida L. (Malvaceae) na Serra do Itapety
    (Universidade de Mogi das Cruzes, 2023) Santos, Gabriela Rodrigues dos
    A família Malvaceae é distribuída em regiões predominantemente pantropicais, e possui aproximadamente 225 gêneros e 4.200 espécies, dos quais 80 gêneros e 400 espécies são brasileiros. Seus representantes são ervas, subarbustos, arbustos, lianas e árvores de pequeno a grande porte, sendo uma fonte de matéria prima para obtenção de extratos, que são produzidos a partir das espécies, que apresentam fitocompostos de interesse na conservação de alimentos, na indústria farmacêutica, na produção de medicamentos, e como defensivos agrícolas e na biotecnologia no controle de microrganismos. O gênero Sida L., objeto deste trabalho, está incluído em Malvaceae e é caracterizado por apresentar subarbustos eretos, ramos com tricomas estrelados, folhas com lâminas inteiras, inflorescências racemosas e flores sem epicálice, com cálice 10-angulado, plicado no botão e pétalas obovadas. Taxonomicamente o gênero é complexo, pois possui as espécies mais polimórficas de Malvaceae, tornando assim, difícil sua delimitação taxonômica. O mercado fitoterápico vem crescendo cada vez mais pois sabe-se que, desde o início da humanidade, usa-se plantas com finalidades medicinais, e com isso, a indústria farmacêutica impulsionou as pesquisas de fitoterápicos para obter novas formulações e descobrir novos benefícios, valorizando assim os hábitos de vida mais saudáveis, incentivando mais o consumo de produtos naturais e evitando os possíveis efeitos colaterais dos medicamentos sintéticos. Os objetivos deste trabalho foram: realizar uma análise da composição de metabólitos secundários nas espécies de Sida na Serra do Itapety; obter o extrato etanólico das espécies; obter o óleo essencial das espécies; verificar o potencial dos extratos e dos óleos essenciais no combate a fungos e bactérias e auxiliar na diferenciação dos táxons a partir dos dados fornecidos. A partir dos dados apresentados, este trabalho partiu das seguintes hipóteses que as espécies de Sida apresentam óleos essenciais em sua composição; as espécies de Sida apresentam metabólitos secundários em sua composição que ajudam na diferenciação taxonômica das espécies; as espécies de Sida possuem propriedades antimicrobianas em seus óleos essenciais e as espécies de Sida possuem propriedades antimicrobianas em seus extratos. Utilizou-se neste trabalho métodos qualitativos de identificação de metabólitos secundários (colorimétrico, precipitação, aglutinação) específicos para cada composto e para os testes microbiológicos utilizou-se o método de determinação do MIC (Minimal Inhibitory Concentration) por microdiluição em microplaca (placa de 96 poços) sendo os organismos testes duas bactérias (Citrobacter freundii e Bacillus subtillis) e uma levedura (Candida albicans). Nos testes fitoquímicos foram identificados cinco metabólitos secundários (taninos, galotaninos, pirocatéquicos, glicosídeos cardioativos e flavonoides) na composição das espécies de Sida testadas (S. planicaulis, S. plumosa, S. honoriana, S. spinosa e S. rhombifolia). Não há presença de óleos essenciais nas espécies testadas, portanto não foi possível a confirmação da hipótese que os óleos essenciais de Sida possuem propriedades antimicrobianas. Nos testes microbiológicos houve a inibição de Candida albicans e Citrobacter freundii pelos extratos etanólicos de S. planicaulis e S. rhombifolia. Bacillus subtillis não obteve inibição por nenhuma espécie de Sida. Assim, conclui-se que pelo fato de todas as espécies terem a mesma composição química, não corroborou-se com a hipótese de que a sua composição seria um fator que auxilia na diferenciação taxonômica das espécies e que os extratos de S. planicaulis e S. rhombifolia possuem um potencial antmicrobiano contra Candida albicans e Citrobacter freundii.