Pós-Graduação Stricto Sensu em Políticas Públicas

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  • Item type:Item,
    Proposta de protocolo de práticas corporais como ação na redução de danos em usuários de drogas
    (Universidade de Mogi das Cruzes, 2025-08-22) Precioso, Sunamita Domingos Neves; Mello, Tatiana Ribeiro de Campos
    Esta dissertação teve como objetivo analisar a aplicação de práticas corporais como estratégia de redução de danos em usuários de substâncias psicoativas. Para isso, foi realizada uma revisão sistemática da literatura, com base em 21 estudos qualitativos publicados entre 2003 e 2024, conforme as diretrizes do PRISMA 2020. Os resultados indicaram que práticas como caminhada, alongamento, dança, ioga e meditação contribuem significativamente para a melhora da saúde física, emocional e social dos usuários. A partir desses achados, foi desenvolvido um protocolo de práticas corporais estruturado segundo o modelo de Frequência, Intensidade, Tempo e Tipo (FITT), voltado para aplicação em comunidades terapêuticas. O protocolo contempla atividades de baixo custo e fácil execução por profissionais de Educação Física, além de instrumentos validados para avaliação pré e pós-intervenção, como o WHOQOL-BREF, DASS-21, a Escala de Humor de Brunel (BRUMS), Escala de Percepção Subjetiva de Esforço de Borg, a Escala de Valência Afetiva (Feeling Scale) e ficha de anamnese. Como desdobramento, elaborou-se uma cartilha técnica que apresenta o protocolo de forma didática, visando orientar sua aplicação prática nos serviços de saúde mental. Conclui se que as práticas corporais se configuram como ferramentas eficazes, acessíveis e promotoras de cuidado integral no contexto da redução de danos, com potencial de fortalecimento das políticas públicas de atenção psicossocial.
  • Item type:Item,
    Experiências de psicólogos da rede de atenção psicossocial nos territórios de saúde do Alto Tietê
    (Universidade de Mogi das Cruzes, 2023) Silva, Flávio Alves da
    A Reforma Psiquiátrica, e a consequente criação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), aponta para uma nova compreensão sobre o adoecimento psíquico, assim como reorienta a organização dos serviços e as práticas em saúde mental. A RAPS pressupõe que o cuidado voltado a pessoas em sofrimento mental deve ser ofertado no território a partir de estratégias diversas que potencializem a reinserção e a preservação dos laços afetivos, familiares e comunitários dos usuários. Este é um estudo analítico de abordagem qualitativa, que teve por objetivo analisar a experiência de psicólogos que atuam na Rede de Atenção Psicossocial nos territórios de saúde da região, bem como possíveis entraves e potencialidades. O estudo se utiliza da História Oral Temática como caminho metodológico e contou com a participação de 7 (sete) psicólogos que atuam na RAPS da região do Alto Tietê. Os resultados evidenciam que a articulação de redes de saúde mental na região encontra diversos entraves e limites que comprometem sua eficácia. Os profissionais atuam em condições precárias para atuação tendo, muitas vezes, a si mesmos como principal ferramenta de trabalho. Estratégias como o apoio matricial, que consiste em um trabalho conjunto entre profissionais de diferentes níveis de formação e especialidades, com o objetivo de compartilhar saberes e experiências, bem como de promover a integração e a coordenação das ações em saúde mental e potencializar o cuidado, ainda não se consolidaram na região, o que leva gera o risco de que a assistência em saúde se organiza a partir de lógicas medicalizantes organizem a rede de forma engessada. As principais práticas em saúde mental são realizadas em grupos e que tais dispositivo potencializam o desenvolvimento da autonomia dos sujeitos e sua inclusão na comunidade, porém, em muitos contextos, os grupos são utilizados como forma de amenizar as dificuldades infraestruturais e as condições precárias de trabalho, como a sobrecarga de trabalho e a falta de profissionais. Verifica-se, também, que as formações em saúde ainda são atravessadas por lógicas manicomiais, que tais concepções perpassam a prestação de assistência em saúde mental, e que muitos profissionais entendem que as formações em saúde não os instrumentalizam para atuar no Sistema Único de Saúde e se percebem despreparados para prestar assistência aos usuários dos serviços da RAPS. A organização dos serviços em rede deve ter como objetivo a ampliação do alcance das políticas em saúde mental e fortalecer a inserção comunitária de pessoas com transtornos mentais, neste sentido, é fundamental que as redes sejam organizadas e preparadas para prestar assistência aos usuários dos serviços, para isso é fundamental que as redes estejam articuladas, tenham estratégias que fortaleçam a ação nos territórios, criem condições adequadas de trabalho e capacitem os trabalhadores para atuar no contexto da saúde mental.